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Diretor-presidente do Hospital São Vicente de Paulo apresenta ao Legislativo a situação financeira da instituição


Data: 22 de junho de 2022
Crédito: Adriana Davoglio - MTE 7617
Fotos: Adriana Davoglio

Diretor-presidente do Hospital São Vicente de Paulo apresenta ao Legislativo a situação financeira da instituição

Na manhã desta quarta-feira (22), o diretor-presidente do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Osório, Marco Aurélio Pereira, expôs aos vereadores a situação financeira da instituição de saúde, que aponta o déficit operacional de aproximadamente R$ 1 milhão e 300 mil mensais, considerando a receita média de R$ 1,7 milhão e as despesas, que chegam a R$ 3 milhões. Com a crise de custeio, segundo o dirigente, há recursos para o pagamento de funcionários e médicos somente até o final de julho, com o risco de paralisação total dos serviços hospitalares. 

Os números foram apresentados em reunião no Legislativo osoriense, com a presença do presidente Charlon Müller (MDB), e dos vereadores da Bancada do MDB, Ed Moraes e João Pereira, da Bancada do PDT, Ricardo Bolzan, Maicon Prado e Vagner Gonçalves, e da Bancada do PP, Miguel Calderon. O diretor-presidente do HSVP solicitou apoio do Legislativo para buscar junto aos prefeitos dos municípios da região Bons Ventos - Tavares, Mostardas, Palmares do Sul, Capivari do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Caraá e Osório, que têm o hospital como referência de atendimento, alternativas que auxiliem  a instituição. Ressaltou, ainda, que caso não ocorram investimentos por parte dos governos estadual e federal, muitos hospitais terão que reduzir serviços ou parar os atendimentos. 

Conforme o dirigente, para manter a prestação de serviços essenciais e promover investimentos, o HSVP vem contando com repasses de verbas possibilitados por meio de emendas parlamentares de deputados federais e senadores, que de 2019 até março de 2022 somaram em torno de R$ 7,8 milhões. Marco Aurélio Pereira informou que cerca de R$ 2,5 milhões provenientes de emendas parlamentares devem ser recebidos pelo hospital, no decorrer deste mês. Ele ponderou que os serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não são remunerados adequadamente e não cobrem os custos com medicamentos e materiais de consumo hospitalar, agravando a crise financeira.

Os investimentos realizados em infraestrutura, desde o início de sua gestão no HSVP, também foram explanados na reunião. A instituição presta atendimento, em média, a 70% de pacientes oriundos do SUS e 30% de convênios e particulares. A estrutura geral possui 126 leitos e conta com serviços de Urgência e Emergência 24 horas, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com 10 leitos, Centro Obstétrico, Bloco Cirúrgico, Psiquiatria e Hemodiálise. Está em andamento a habilitação para a prestação de serviços oncológicos, bem como nas especialidades de Urologia, Ginecologia e Coleta de Sangue.